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Beber vinho com moderação é uma atitude saudável.
*Certifique-se da integridade do importador,se ele utiliza containers climatizados para o transporte, se possui armazéns climatizados para manter o estoque em perfeitas condições e se possui profissionais especializados desde o atendimento à entrega do vinho em sua casa. Estes princípios denotam padrão de qualidade do vinho e fica intrínseco a responsabilidade quando da escolha do vinho na origem.
*Muito cuidado com ofertas baratas de vinhos oriundos de leilões pontas de estoque de Nova York e Londres. Verifique principal e fundamentalmente se o importador caiu na linha do oportunismo de leilões ou de outras origens. Estes vinhos, às vezes, têm preços baixos, mas certamente possuem sua qualidade comprometida. Vários sintomas podem ser percebidos: Rolhas estufadas, líquido sem transparência e brilho, aromas inibidos, além de pouca complexidade de frutas no corpo decorrentes de garrafas expostas a altas temperaturas, sem cuidados no transporte. Muitas vezes tem 12 gfs em uma caixa vinda de 12 lugares diferentes, e por tudo isso, são vinhos mais baratos.
Procure escolher uma maior variedade de vinhos para que seu conhecimento cresça ao longo do tempo, se desarme! Procure experimentar vinhos das mais diversas origens. Por exemplo na França, região do Rhône, Vale du Loire, Alsace. Na Itália, os Chiantis, Cabemet Sauvignon e Merlot da Toscana e os diversos Barbera, Barolos e Barbarescos do Piemonte. Os excelentes brancos da Alemanha e os grandes vinhos do novo mundo: Califómia, Austrália, Nova Zelândia, Chile e Argentina
Um Respeito Indispensável
O vinho deve ser mantido deitado, para que o líquido respire e umedeça a rolha protegendo-a, em ambiente climatizado, (entre 14º e 16º C) para desenvolver naturalmente suas propriedades. No escuro, para não sofrer o ataque da luminosidade em suas cores, sem trepidação para suas partículas não ficarem nervosas. Com controle de umidade, para que sua rolha não resseque e permita a entrada do ar ou saída do líquido. E todos estes cinco cuidados dão ao vinho longevidade, alguns de boas safras podem alcançar 150 anos. (Desde que a rolha seja trocada pelo menos uma vez).
Cinco Regras Básicas para Servir e Beber um bom Vinho
*É servi-lo num momento adequado ou com a comida adequada, mas sempre por um bom motivo, procurando provocar emoções no encontro vinho-pessoa.
*Abrir a garrafa pelo menos 1 hora antes, tanto os brancos como os tintos, observando que os vinhos tintos mais jovens podem ser decantados, para que em contato com o oxigênio desenvolva seus gostos e aromas e equilibre mais rapidamente os taninos e álcoois.
*Servir sempre na temperatura correta, os brancos (10 a 12ºC) e os tintos resfriados até chegar na famosa temperatura ambiente, da Europa! (16 a 18ºC).
*É recomendado beber do branco para o tinto observando dos mais leves aos mais encorpados para que o vinho anterior não anule o seguinte. Para os vinhos mais envelhecidos, sugiro beber por último, ou em momentos separado. Os nobres vinhos mais doces são recomendados para aperitivos, acompanhar o charuto ou pratos nobres da alta gastronomia e queijos especiais. Ex: Sauternes, Porto, Xerez, Tokaj, etc. Os vinhos doces para acompanhar sobremesas e frutas deverão ser sempre os mais leves e comuns. Ex: Muscat, Passito, Late Harvest, etc.
*É imprescindível ter este último cuidado para não prejudicar todos o anteriores: o uso de um copo adequado. Eu sugiro, os copos austríacos Riedel, que são os melhores do mundo. Apresentados em três versões, econômica, sofisticado e nobre, uma coleção completa com designes específicos para exaltar o máximo do prazer e da qualidade de um vinho.
É fundamental a escolha do tipo de vinho de acordo com o prato servido. Existem regras básicas,por todos sobejamente conhecidas,que nos dizem que um prato de peixe deverá ser servido com um vinho branco,que os mariscos vão bem com os vinhos verdes ou com brancos acídulos,que as carnes se fazem acompanhar por vinhos tintos e que com as sobremesas dever-se-ão servir vinhos licorosos ou espumantes mais ou menos doces.
vejam:
Mariscos:cozidos: vão bem com vinho branco leve,acídulo ou com vinho verde branco.
gratinados ou cozinhados com gordura,ervas aromáticas,especiarias ou natas: requerem um vinho branco seco,menos acídulo e menos jovem.
Peixes: cozidos ou grelhados: são beneficiados quando acompanhados por um vinho branco,um pouco acídulo,leve,frutado e vivo.
no forno: deverão ser servidos com vinho branco mais seco,encorpado e capitoso.
Excepções: Com a sardinha assada e o bacalhau, vai bem um vinho tinto, encorpado e de preferência com alguma adstringência.
Carnes: vermelhas: necessitam de vinhos tintos encorpados,com "bouquet".
brancas: irão melhor com vinhos brancos fortes ou rosados,mais jovens e menos carregados de aroma e sabor,como Chardonnay ou Sauvignon.Cuidado - O leitão assado no forno deverá sempre ter um espumante natural a acompanhá-lo.
Caça:Combina com vinho tinto velho,aveludado, com um bom "bouquet".
Pastas:Com creme de leite ou suaves:combina com vinho tinto suave,frutado.
com muito condimento: necessitam de vinhos tintos encorporados,com "bouquet".
Saladas: Especialmente as de folhas verdes:combina com vinho tinto.
Doçaria: Acompanha bem com um vinho licoroso doce ou meio doce, conforme a sobremesa tenha mais ou menos açúcar na sua confecção, ou com um espumante doce.
Cuidado - Se os doces tiverem chocolate ou nozes nunca acompanhar com espumante.
Os espumantes vão bem com tudo - Está na moda,começar e acabar uma refeição sempre na mesma companhia: o espumante natural.
Como aperitivo,o melhor é aquele que nos possa estimular o apetite para a refeição. Poderá ser um espumante bruto um Madeira seco,um Porto branco seco ou,porque não, um vinho branco fresco e frutado,com o qual iremos continuar durante a refeição, até ao prato de carne.
O que nunca deverá ser servido como aperitivo,são os cocktails, pois estes deixarão o palato incapaz de apreciar os vinhos que venham a ser servidos posteriormente com a refeição.Como digestivo e para terminar a refeição deverá servir-se uma aguardente vínica ou bagaceira.

